“You must live the present and keep moving on. Everything else is just riding backwards.”
De uma série de tv dos anos 90.
porque de vez em quando tenho algo para dizer
“You must live the present and keep moving on. Everything else is just riding backwards.”
De uma série de tv dos anos 90.
Eu sei sempre quando não estás bem, quando alguma coisa te correu mal ou quando tens algo que te incomoda. Não quereres desabafar comigo entristece-me mas acabo por ter de aceitar que queiras manter a tua privacidade ou que não confies o suficiente em mim para partilhar.
Agora, dizeres-me que não se passa nada contigo quando pergunto o que tens… isso não posso aceitar! Isso, para que saibas, é mentir. Pior, é mentir-me!Explica-me apenas isto: se não sabes o que queres (ou não tens capacidade de fazer algo por ti) porque é que dizes que sim? Pior, porque é que me arrastas para essa espiral de não acção??
Não sou daquelas pessoas de odiar ou amar um dia só porque tem o seu lugar na semana. Para mim todos os dias são iguais, não em termos de fazer sempre o mesmo, de seguir sempre uma rotina ou de se tornarem todos semelhantes e sem interesse, mas no sentido de que em todos faço por trabalhar, divertir-me, estar com amigos, fazer o que gosto, enfim, viver. E, por isso, todos os dias representam algo de novo.
Posso gostar mais ou menos de um dia, amá-lo ou odiá-lo, querer que se prolongue ou não ver a hora de o terminar para poder dar lugar a um novo. Mas isto é sempre avaliado no final do dia, conforme tenha corrido, dependendo de objectivos cumpridos ou notícias recebidas. E pode acontecer em qualquer dia da semana.
“O meu reflexo aparenta ter quase quarenta anos. Deve, aliás, fazê-los brevemente, e disse-me que está feliz por ter vivido a década dos trinta. Os trinta são a década do Amor. Ainda podemos aproveitar o nosso corpo na sua plenitude, a cabeça está no seu auge (pelo menos já tem idade para saber o que quer e o que não quer) e o coração ainda tem a enorme capacidade de se apaixonar. Se a Natureza fosse justa ninguém morria antes de terminar essa década, e é pena que às vezes não o seja.”
Ler tudo aqui, pelo sempre perspicaz Bagaço Amarelo.
“Estávamos os dois no mesmo apartamento e amávamos-nos. Não termos nada para fazer era o melhor que nos podia acontecer. Calei-me e baixei os olhos derrotado pela mania que os meus reflexos têm de contornar o Amor. Ela saiu da sala e só voltou uma hora depois. Acabámos abraçados com os meus dedos a dançarem nos cabelos dela. Os mesmos cabelos que olho agora.
Estou a pensar que não lhe torno a fazer isto. Nem a ela nem a mim. Não torno a falar do tempo que é só nosso como se fosse dispensável. Porque não é. Na verdade é o tempo mais importante da minha vida. Ainda por cima não se repete, o sacana. Quero estar com ela outra vez sem nada para fazer, para poder sorrir-lhe e abraçá-la sem o meu estúpido ar de tédio.
Que merda, esta mania que o Amor tem de se esconder por trás de coisas insignificantes. Ora atrás dum café, ora atrás dum jogo de futebol ou de um filme estúpido de que nunca ouvi falar. Não o deixo mais. A partir de agora vou lembrar-me: o Amor é o tempo, o Amor é o tempo.”
Parte deste texto, pelo sempre assertivo Bagaço Amarelo.